Programa Carta da Terra em Ação

Publicado às 11:00 por Débora


Programa Carta da Terra em Ação, sempre buscando potencializar a rede de agentes socioambientais urbanos, abre inscrições para o curso “Articulação de Agentes Socioambientais Territoriais”, realizado em parceria com o SESC Itaquera.

Partimos do pressuposto que, para o fortalecimento da rede de transformação da cidade, é fundamental que os diversos sujeitos que já estão atuando no território se aproximem cada vez mais. Este curso pretende ser um espaço de aprofundamento de conceitos e fundamentos para esta atuação, bem como de aprimoramento de ferramentas que colaborem com ações de caráter coletivo, diverso e complexo, visando mudança de postura com relação a cidade.

O curso parte do recorte territorial dado pela Bacia Hidrográfica do Rio Aricanduva e se pergunta: Quais os potenciais educadores destes territórios? Quais ferramentas de atuação socioambiental podem ser relevante para ativar a cidadania e trazer protagonismo na transformação territorial? Como a Educação Ambiental e a Cultura de Paz podem ser aliadas nesta transformação?

Para refletirmos sobre estas questões, os 13 encontros trarão muitas indagações e possibilidades! Confira abaixo o cronograma:

* Programação sujeita a alterações



Serviço: Articulação de Agentes Socioambientais Territoriais (curso gratuito)
Datas: de 06 de abril a 01 de julho de 2017, quintas-feiras, das 13h30 às 17h
Local: SESC Itaquera - Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000
Público: aberto a todos os interessados que morem ou atuem na região da Bacia do Rio Aricanduva 
Vagas: 50 vagas (haverá seleção)
Inscrições até 20 de março, clicando aqui

*Errata: Em alguns cartazes de divulgação o horário de início das aulas estava às 14h. Reiteramos que as aulas iniciarão as 13h30.

Publicado às 17:07 por Carta da Terra em Ação

Formação de Agentes Socioambientais Urbanos

Um dos cursos mais tradicionais da Umapaz, a Formação de Agentes Socioambientais Urbanos está com inscrições abertas para sua próxima turma. Nossa proposta com esta Formação é fomentar uma Rede de Atuação que, por meio da Educação Ambiental, repense as questões urbanas buscando soluções que tornem nossa Cidade mais sustentável e educadora.

Buscamos incluir a todos em um movimento que vá além dos jargões de “sustentabilidade” mal empregados e banalizados que vemos por aí. Queremos provocar para gerar mudanças de pensamento e que ações emerjam do coletivo.

Em nossa caminhada de 100 horas, a Formação de Agentes Socioambientais Urbanos propõe ao participante estar aberto à diferentes visões do mundo e questionar os padrões impostos. Vale a pena destacar, se estamos questionando nosso norte, será preciso questionar o caminho!

A cidade de São Paulo é nosso palco de estudo, reflexão e ação, procuramos enxergar a beleza de sua caoticidade, dinamismo e sua capacidade de gerar regras próprias: um espaço em constante transformação. 

O curso propõe, como ponto central de transformação deste espaço urbano, organizar a cidade em torno de uma educação que é resultado de uma cidade mais sustentável e articulada. Como guia nessa jornada, temos a Carta da Terra, documento inspirador que chama a todos para o protagonismo, para ser parte de um todo que tem em comum a vontade de agir e transformar, a partir da percepção de que se somos parte do problema e também podemos ser parte da solução.

Mas este é apenas o começo da nossa caminhada coletiva. Abordaremos muitos assuntos nos Ciclos de Aprendizagem, dentre eles: ética, diálogo, sociologia urbana, inovação na cidade, sistemas complexos, parques urbanos, gestão de resíduos, Plano Diretor, entre outros. São mais de 25 assuntos abordados de diversas maneiras desvelando São Paulo, e proporcionando que as ações de conclusão do curso realizadas nesta Formação, possam devolver a nossa Cidade um ambiente mais justo e equilibrado para todos.

Conheça o cronograma dos encontros e se inscreva, clicando aqui.





Serviço: Formação de Agentes Socioambientais Urbanos - Turma 14
Datas: de 10 de abril a 17 de julho de 2017, das 18h30 às 22h
Local: Sede da UMAPAZ - Av. Quarto Centenário, 1268 - portão 7A Parque Ibirapuera 
Vagas: 50 vagas (haverá seleção)

Curso gratuito!

Inscrições até 20 de março, clicando aqui.
Publicado às 16:14 por Carta da Terra em Ação
Ação realizada em 17/09/2016  pelos carteiros e carteiras da Turma 13- Bruno Brito, Fabiana Balaguer, Francisco Florentino, Luana Delitti, Luciana Buitron, Rafael Sposito e Regina Fusco.

Bairro residencial pertencente à Brasilândia, o Jardim Damasceno tem uma importante história de luta que tem inspirado, nas últimas turmas, ações socioambientais.

Implantado em 2010, o Parque é parte de um projeto da Subprefeitura, SEHAB e SVMA que busca conter o crescimento urbano sobre as áreas de preservação permanente e prevê a recuperação de córregos e margens. Neste caso, protege a Bacia do Córrego do Bananal, uma das principais Bacias Hidrográficas da Zona Norte, pertencente ao Parque Estadual da Serra da Cantareira.

Parque Linear do Canivete no jardim Damasceno. Créditos: Sun Alex
O envolvimento da comunidade fez do Parque Linear um local de convivência. Ali construíram o Espaço Cultural Jd. Damasceno, espaço de organização popular que colabora na integração da população com Parque promovendo atividadesEntretanto, apesar de todo engajamento, esses espaços ainda enfrentam a falta de público. 

Sensibilizados pela visita realizada no local durante o curso, os carteiros decidiram encarar esse desafio e pensar, em parceria com lideranças locais, nas possibilidades de transformação. A cooperação foi crucial para alinhar as motivações dos carteiros às necessidades da região, desapegando de ideias iniciais para refletir junto à realidade do local e juntos aos moradores.

Nem todas as propostas dos carteiros foram abraçadas pela comunidade, mas alinhados às necessidades do local, eles realizaram a revitalização dos pergolados, trilha afetiva, confecção de bombas de sementes e plantio de mudas no Parque Linear.

Com a união de forças foi possível realizar a ação. Para os pergolados, eles conseguiram as ferramentas e os insumos com moradores e a tinta foi doada por terceiros. As mudas, foram parte doadas pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e outras foram compradas pelos alunos.

Intervenção no parque Linear do Canivete, Jd. Damasceno. Créditos: carteiros idealizadores da ação.
“Durante a atividade, buscamos conscientizar os moradores locais para que eles mesmos passassem a zelar desse espaço de convivência, cuidando das mudas através da rega semanal e da condução adequada de seus ramos junto ao pergolado conforme o crescimento das plantas”, relatou o grupo.

Para a confecção de bombas de sementes, eles utilizaram os recursos locais: argila, terra e sementes de flores, ervas aromáticas e comestíveis. Entregues ao Espaço Cultural, as bombas foram distribuídas para as crianças para serem lançadas nas dependências do parque.

A trilha afetiva foi feita na companhia das crianças do Centro para Criança e Adolescente –Arte na Rua -do Jardim Damasceno acompanhadas pela educadora do CCA e de uma agente de promoção ambiental do PAVS.


Trilha Afetiva no Parque Linear do Canivete. Crédito: carteiros idealizadores da ação.
Quem conduziu a atividade foram os carteiros Francisco Florentino e Rafael Sposito. A dinâmica teve início com uma atividade de apresentação dos participantes e a trilha percorreu a praça de uma extremidade à outra. Além das conversas sobre os aspectos históricos, sociais e ambientais relacionados ao parque, as crianças foram incentivadas a intervir no local deixando mensagens como “plante uma árvore” e “não jogue lixo” e as educadoras, a replicarem a trilha afetiva com outros públicos e lideranças locais.
Intervenção do Parque Linear do Canivete, 2016. Crédito: carteiros idealizadores da ação.
Com a participação ativa da população no processo de decisão e ação, a rede de atuação se sustentou mesmo com o fim da atividade dos carteiros, pois ali foi plantada uma semente e, o mais importante, foram ensinadas as maneiras de cuidá-la para que aquelas pessoas se apropriassem do conhecimento e dessem continuidade ao seu florescer.

É essa rede flexível que se expande a cada ação, a cada semente plantada que o Carta da Terra em Ação (CTA) convida a todas e todos para fazer parte. O Carta é uma forma de fazer que reverbera de cada um de uma maneira diferente.

Na próxima postagem, confira a ação dos carteiros da Turma 12 no Parque Linear do Canivete: um registro das memórias locais em um documentário. 
Publicado às 16:57 por Carta da Terra em Ação in , , , ,
Treze turmas de carteiros do Programa Carta da Terra em Ação

Para iniciar o seu nono ano, o Programa Carta da Terra em Ação reuniu as treze turmas, no dia 25 de janeiro, em um encontro na UMAPAZ, fortalecendo a rede que busca transformar São Paulo em uma cidade mais sustentável e educadora. Foi um momento de celebração, partilha e integração entre os Agentes Socioambientais Urbanos vindos de diversos lugares e tempos para o reencontro do novo momento de hoje.

Guiado pela metodologia de “Partilha em Círculos”, inspirada no World Café, o encontro propiciou um ambiente de conexão e reconexão e a integração das 13 turmas formadas pelo Programa. Diferentes tempo e contextos estiveram juntos com uma mesma motivação: fortalecer a rede de transformação socioambiental na cidade de São Paulo.

Os carteiros puderam rever a sua história pessoal junto ao programa, a turma que participaram, as vivências marcantes e a influência do Carta junto à sua trajetória pessoal. Partilharam suas visões da cidade, evidenciando a diversidade de percepções e os desafios comuns na atuação sob o território. Em todos, vibra a disposição e a vontade de ampliar a atuação e de se conectar à essa rede.

Nesses nove anos, a parceria do Programa Metodologias Integrativas com o Programa Carta da Terra em Ação se fortaleceu. A Dança Circular faz parte da essência do Carta e é uma ferramenta que busca integrar as dimensões emocional, mental, física e espiritual e promover um real envolvimento.

Por isso, fazendo a costura dos conteúdos e das reflexões, a Dança Circular convidou os participantes para entrarem no clima do reencontro e retomarem os movimentos da dança que marcou muitas turmas de carteiros. No círculo, cada um era parte de um desenho maior, uma pétala de uma grande flor, aproximando sabedorias e olhares.

É essa rede diversa, que partilha e transforma, que o Programa Carta da Terra em Ação deseja ampliar. Com esse encontro abrimos o espiral de 2017 para que novos Agentes Socioambientais Urbanos façam parte.

Fiquem atentos, a Turma 14 vem aí!

Publicado às 16:23 por Carta da Terra em Ação in , ,
Pela ciranda somos convidados a refletir sobre o meio natural, a cultura e a produção da cidade e a vida. Saiba como foi o primeiro encontro do Curso Cirandas de Saberes, uma parceria do Programa Carta da Terra em Ação e o Programa Metodologias Integrativas.

No vai e vem das águas, a roda balança no compasso das ondas do mar.  É na voz de Lia de Itamaracá, mulher negra, cantadora Pernambucana, cirandeira desde dos 12 anos, que o curso Cirando de Saberes inicia. Os braços e pernas embalam o ritmo da ciranda, que mais do que a técnica, se faz com a emoção e a presença íntegra de cada um. 



Provavelmente vinda de Portugal e Espanha, a ciranda foi aos poucos sendo apropriada pela cultura pernambucana. Criou raízes no Nordeste, incorporando os percadores, o mar, a brasilidade aos seus símbolos, com a “vontade de enfrentar o futuro sem romper a continuidade”, como disse Milton Santos, geógrafo baino, sobre a cultura popular.  A poesia das letras cirandeiras conta a história dos povos da beira mare das ruas e é nesses lugares que ela é dançada. 


É só nos anos 70 que essa expressão do povo se torna mais conhecida. Sai das praias pernambucanas e conquista outros espaços, difundindo essa raiz para as ruas das cidades, para dentro dos salões e agregando a ela todos aqueles que na sua ancestralidade deixaram sua terra natal e guardaram no corpo a memória cirandeira.  

Filha de pai pernambucano, Estela Gomes, focalizadora de Dança Circulares e uma das coordenadoras do Cirandas de Saberes, traz para a roda a força da ancestralidade. Com respeito a todos os mestres cirandeiros, aos tocadores e cantadores e a tudo aquilo que nos antecedeu para que aqui chegássemos com essa estrutura fortalecida, pedimos licença para tecermos juntos o primeiro encontro do Cirandas de Saberes.  

A voz de Luíza Possi conduz à próxima ciranda, “Gandaia das ondas” de Lenine. Dessa vez, somos convidados a nos conectarmos. Conexão da nossa água interna com a água entre todos, com a água da vida que circula, com a água presente no centro da roda que une tantas individualidades em uma só coletividade.  

"Praia, pedra e areia, boto e sereia, os olhos de Iemanjá 

Água! Mágoa do mundo, por um segundo achei que estava lá" - Gandaia das ondas, Lenine. 

É nesse embalo que seguimos para a conversa sobre a origem da Vida na Terra. A pergunta que tantos já se fizeram “Qual a origem da vida?” é o começo de uma história contada pela bióloga Débora Pontalti. 

Dança e história se dialogam, e o processo caótico e turbulento de formação da Terra parece falar sobre o início da ciranda, quando ainda sem entender muito bem os movimentos, há o caos do impacto. Um processo turbulento no qual cada um traz o que tem para doar, meteoros ou pessoas, trazem seus elementos. 

É através do movimento que a vida na Terra se fez. Um acaso, um ponto específico, um calor ideal, transformações espontâneas, uma fagulha que tornou a vida um processo perpetuante. Como Débora contou, “a vida surgiu uma única vez, mas a medida que surge, altera as condições do meio e se modifica em função das alterações.” 

Se entrelaçando, ela se complexifica. Ela vida, ela dança. E num processo de cooperação, de mãos dadas, se organiza e se perpetua, repetindo a mesma estrutura em diversos organismos e criando um centro comum. Num ritmo lento e repetido, acolhendo o diverso, um mar de cores e formas surge, molda e é moldado pela Terra.  

Esse é só o começo de uma longa trajetória que vai do início da vida à produção da cidade. Seguimos mesclando os passos e os movimentos das cirandas com saberes diversos sobre a evolução da vida, arquitetura das plantas, equilíbrio, cultura de paz e educação. 



Facilitadores: Débora Pontalti Marcondes, Estela Gomes, Lia Salomão, Rose Marie Inojosa, Vitor Lucato. 

Para saber mais sobre o Curso Cirandas de Saberes, clique aqui!